Nosso Blog

PANC - Plantas alimentícias por todo lugar

PANC - Plantas alimentícias por todo lugar
PLANTA > a sigla PANC significa Plantas Alimentícias Não Convencionais, elas nascem de maneira espontânea e com um potencial alimentício muito nutritivo, porém normalmente são pouco conhecidas e consumidas. Cada região tem suas PANCs específicas, que justamente por serem espontâneas, estão mais adaptadas ao clima de cada local.
continuar lendo

A sigla PANC significa Plantas Alimentícias Não Convencionais, elas nascem de maneira espontânea e com um potencial alimentício muito nutritivo, porém normalmente são pouco conhecidas e consumidas. Cada região tem suas PANCs específicas, que justamente por serem espontâneas, estão mais adaptadas ao clima de cada local.

Muitas dessas plantas são muito nutritivas, a grande maioria é utilizada como hortaliças e o melhor é que podem ser cultivadas em casa: em jardineiras e vasos. Buscando uma biodiversidade em nossa cultura alimentar e também pela facilidade de cultivo sem grandes custos dessas espécies, vamos falar sobre algumas delas que convencionalmente não comeríamos, mas que podem ser muito ricas em vitaminas e minerais e de quebra são uma delícia.

Aqui no Maranhão utilizamos em nossa culinária duas PANCs que são muito abundantes e inclusive de nascimento espontâneo. A mais famosa é o Cuxá, Hibiscus sabdariffa L, também chamada Vinagreira, utilizada em pratos como cuxá e o arroz de cuxá. A vinagreira é um arbusto vigoroso que pode atingir até 3m de altura, podendo ter seu caule verde ou avermelhado. Existem diferentes variedades tradicionais no Brasil, sendo que elas possuem ciclos de vida e floração distintos, Desenvolve-se melhor em regiões de clima quente e úmido, porém o solo deve ser profundo, bem drenado e com bom teor de matéria orgânica. Ela pode ser plantada por semente ou estaquia, quando pegamos um galho da planta e colocamos no solo, porém é uma planta de ciclo anual, isso significa que ela “morrerá” quando seus frutos estiverem prontos para serem colhidos, normalmente suas folhas secam quando isso acontece. Uma curiosidade interessante sobre ela é que apesar de utilizarmos tradicionalmente suas folhas como hortaliça, como infusão suas sépalas tem uso medicinal conhecido como “chá de hibisco”, diurético e tônico para o sistema urinário e excretor.


Outra PANC que utilizamos muito como hortaliça, para assados de panela, saladas e etc é o João Gomes, Talinum paniculatum essa espécie cresce espontaneamente em pomares, hortas, terrenos baldios e beira de estrada de todo o país, e por esse motivo é considerada “erva daninha”. É Planta rústica, que tolera bem períodos de seca, mas prefere locais sombreados e úmidos. Pode ser cultivada em vasos consorciada com outras espécies, como a taioba, pois ambas preferem ambientes sombreados e solo úmido. Seu uso culinário é riquíssimo, pois essa planta possui teores consideráveis de alguns minerais, como ferro e magnésio, além de um bom teor de proteína.


E flores comestíveis, temos? SIM, temos também! a Clitória Ternatea é uma espécie da família dos feijões, porém a parte mais consumida é sua flor, a clitória, ela chama atenção por sua cor azul intensa (afinal, quantas coisas genuinamente azuis existem na natureza, não é mesmo?) e pode ser utilizada em composição de pratos, saladas ou corante natural na cozinha. As bebidas feitas com sua infusão podem adquirir uma coloração azul ou rosa, isso porque ela é indicadora de pH, adicionando limão ela revela um lindo tom de rosa. A clitória é uma das plantas utilizadas na alimentação ayurveda por possuir propriedades medicinais como aumento de memória, antiestresse, antidepressivas, tranquilizantes e sedativas. Ela é bastante adaptada ao nosso clima quente, úmido e litorâneo, apesar de possuir um ciclo curto como todas da família das leguminosas, suas sementes tem fácil germinação, podendo ter vida perene se bem cuidada. 



Outra queridinha muito abundante e a adaptada ao nosso clima é a Bougainville, Bougainvillea spectabilis, ela é muito conhecida por sua função ornamental, cerca viva e cobertura de pergolados, mas também tem poderes medicinais e alimentícios, dando cor e vida à bebidas e pratos. A parte comestível são suas brácteas, que é na verdade a parte colorida, suas flores, pequeninas possuem oxalato e podem ser tóxicas para algumas pessoas. A grande vantagem do seu uso na culinária é seu suave sabor, podendo ser um corante natural sem comprometer a saborização da bebida ou prato.

Aqui vai uma dica de como usar essa belezinha para uma bebida refrescante nesses dias quentes de primavera:

Refresco de Primavera

4 xícaras de água

2 punhados de flores frescas

Suco de 2 limões

mel à gosto

Preparo:

Lave as flores para remover as impurezas.
Coloque as flores em uma panela com água e ferva, reduza o fogo e cozinhe por 10 minutos.
Retire a panela do fogo, adicione o suco de limão e o mel e mexa até dissolver.
Deixe a mistura esfriar por cerca de 15 minutos. Coe a água da flor em uma jarra. Sirva com gelo

por Caru Frota

BANHO DE ASSENTO e MEMÓRIA UTERINA

BANHO DE ASSENTO e MEMÓRIA UTERINA
CUIDA > as memórias celulares de nossas relações e ligação com o feminino são guardadas no útero e vagina. é este fator que conduz a nossa forma de amar, a relação com a mãe e nossas crenças; também é onde pulsa o inconsciente coletivo, o encontro sensível de toda mulher com outra mulher.
continuar lendo

As memórias celulares de nossas relações e ligação com o feminino são guardadas no útero e vagina. É este fator que conduz a nossa forma de amar, a relação com a mãe e nossas crenças; Também é onde pulsa o inconsciente coletivo, o encontro sensível de toda mulher com outra mulher.

Possuímos em nosso ventre um receptáculo de informações que herdamos de nossa ancestralidade. Nosso ser Mulher reconhece o outro, sentimos e acessamos juntas as memórias de abuso, repressão, reprogramamos o medo, passamos anos em desconexão com o prazer de nossa essência devido a imposição de padrões que se enraizaram em crenças limitadoras. E dessa forma contraímos diversas manifestações patológicas em nosso sistema reprodutor, oriundas da desconexão com o próprio corpo e natureza cíclica.

Estamos juntes na corrente do resgate da consciência do princípio feminino e reconhecimento de tudo aquilo que se manifesta em nosso corpo. Nessa teia que nos une é essencial partilhar conhecimento sobre dores e doenças ginecológicas.

A Ginecologia Natural é a reconexão com o fluxo da criação: a sabedoria feminina cultuada por nossas ancestrais. Traz de volta o conhecimento das mulheres sábias que acolhiam seu sangue como forma de autocuidado, respeito, autoconhecimento e cura.

E para uma saúde íntima equilibrada, vamos juntes aprender sobre a medicina do BANHO DE ASSENTO


A Natureza é a expressão do feminino, suas plantas possuem propriedades de cura excepcionais e fascinantes. Unindo ervas na água formulamos uma receita poderosa que proporciona harmonia as bactérias que habitam nossa flora vaginal.

O banho de assento é um ritual milenar eficaz no combate e prevenção do desequilíbrio da nossa Divina Vagina.

Sou apaixonada pela Camomila (Matricaria chamomilla) e sei que a maioria conhece a calmaria e docilidade dessa erva. Ela é calmante dos tecidos vaginais, anti-inflamatória, acalma as irritações por ser analgésica e auxilia na assepsia. Seu uso como prevenção diminui a incidência de cólicas menstruais e mau humor durante o período pré menstrual e a menstruação. Trata a candidíase e vaginose.

Pra candidíase recomenda-se o banho de assento frio e para alívio das cólicas menstruais, banho de assento morno.

Como preparo meu banho de assento?

1)      Identifique qual tratamento você quer proporcionar;

2)      Separe: 01 bacia grande, água morna ou fria, ervas secas ou frescas, busque um local silencioso onde você possa permanecer 25 minutos sem interrupção;

3)      Água em abundância, cubra até o umbigo se possível;

4)      Para cada 01 litro de água separe 02 colheres de sopa da erva;

5)      Faça primeiramente a infusão de ervas bem forte (para saber como fazer uma infusão clique aqui e dilua com a água da bacia;

6)      Esse é um momento mágico e sagrado, busque uma posição confortável, coloque uma música tranquilizante e relaxe, se sinta e se abra para o poder das ervas. Receba com gratidão a cura de memórias e dores femininas, teu Ser Mulher desperta!

Recomendações

  • O banho de assento pode ser quente ou frio e você pode combinar as mais diversas ervas de acordo com o tratamento. Faça como ritual de prevenção mensalmente;
  • Para casos de remediação de doenças o tratamento deve ser diário, 2 a 3 vezes por dia, durante um período de 7 a 14 dias ou enquanto persistirem os sintomas;

Candidíase: utilizar substâncias de pH alcalino;

Fungos: combinar um banho com meio básico;

Vaginose bacteriana: banho de assento com pH ácido.

  •  Evite roupas apertadas, invista em materiais leves e dê preferência a calcinhas de algodão orgânico. A DEMODÊ possui uma coleção maravilhosa de roupas e peças íntimas para auxiliar no seu autocuidado;
  • Lave a vulva apenas com água e deixe-a tomar banho de sol;
  • Higienize suas calcinhas apenas com sabonete neutro. A DEMODÊ te ensina como cuidar das suas peças pra sua saúde íntima e também pra durabilidade desse material natural e sutil;
  • O banho de assento é contraindicado para gestantes;

Crie momentos de autocuidado por amor a você.

Com carinho e aromas de flores,

Tayla Trindade


pra acompanhar o trabalho dessa deusa acesse instagram.com/taylatrindade.terapias
as fotos são da instagram.com/_danilopes

o silêncio que impomos a nossa Deusa interior

o silêncio que impomos a nossa Deusa interior
MOVA > a pandemia me forçou a olhar para coisas que nem imaginava como desafios, como equilíbrio das energias do masculino e do feminino no corpo. das forças que habitam em mim a masculina sempre foi mais perceptível. me identificava pouco com a força do feminino. da infância até boa parte da vida adulta os melhores amigos que tive eram quase todos homens, com a raríssima exceção de duas mulheres, que considero poderosíssimas. então, por mais duas vezes eu vivenciei a maternidade e os véus descortinaram, com uma boa jornada de autoconhecimento, a ponto de trazer essa reflexão aqui.
continuar lendo

Eu vejo o yoga como uma estrada contínua para o autoconhecimento, desde o início satya (verdade) me acompanha nesse processo. Entender como a energia feminina - intuitiva e cíclica se apresenta, é praticar ahimsa (não violência). Respeitando meu ciclo, meu corpo. Aprendi a desacelerar quando o ritmo imposto pela sociedade viola o meu ritmo e respiro, para mais uma vez não me violentar como em outros momentos. Nesse processo entendi que as bases da sociedade (o patriarcado) têm suas armas e, que muitas vezes fiz uso delas pelas lutas que compreendo como justas e estas mesmas armas me feriram. Sigo nessa estrada aberta aos novos aprendizados. É importante compreender que ambas as energias fluem em nossos corpos - a feminina e a masculina, equilibra-las é o caminho.



A pandemia me forçou a olhar para coisas que nem imaginava como desafios, a exemplo desse equilíbrio energético entre o masculino e o feminino em nós. Das forças que habitam em mim a masculina sempre foi mais perceptível. Me identificava pouco com a força do feminino.

Da infância até boa parte da vida adulta os melhores amigos que tive eram quase todos homens, com a raríssima exceção de duas mulheres, que considero poderosíssimas. Então, por mais duas vezes eu vivenciei a maternidade e os véus descortinaram, com uma boa jornada de autoconhecimento, a ponto de trazer essa reflexão aqui.

As duas crianças caçulas trouxeram para minha vida diária uma roda de amigas, mulheres imperfeitas que buscam vivenciar a maternidade com amor e sem culpa, fazendo o seu melhor para os filhos e aprendendo a reconhecer seus limites. Sem romantiza-la. Entre nós desabafamos as dificuldades em manter o equilíbrio entre cuidar dos filhos, rotina da casa, trabalho e nossos sonhos. Sim, nossos sonhos, só nossos. Nossa realização pessoal!!

Tenho também um grupo com quatro professoras mulheres, fizemos a formação juntas, conversamos algumas vezes trocamos ideias. Antes da pandemia conversávamos umas com as outras em separado, até nos reunimos nesse grupo. Por lá trocamos figurinhas, falamos das nossas descobertas com yoga, rimos dos nossos sotaques e também nos incentivamos nessa jornada na busca pelos nossos SONHOS!!

A pandemia é um desafio individual e coletivo, ter essas mulheres ao meu lado a tornou leve. Nesses pequenos grupos podemos ser nós mesmas, rir, compartilhar nossas dores, sem julgamentos. Nos olhamos com ternura, somos revolucionarias de nós mesmas, fazendo pequenas revoluções gentis no mundo. Sem violência (ahimsa), cultivando a verdade conosco (satya), evoluindo do “ter” para “ser” (asteya), refletindo sobre nossa sexualidade (brahmacharya), buscando o essencial e a simplicidade (aparigraha). Ainda que inconsciente para algumas, caminhamos no yoga, dentro dos princípios éticos do Raja Yoga de Patanjali, um dos textos fundamentais do yoga.

Agora vem comigo sentir a sua força feminina, reverenciar a sua deusa interior em Devyasana – postura da Deusa. Devi se refere ao feminino, a força criadora, à Mãe natureza. A prática da postura ensina como manifestar nossa força pessoal com suavidade.

Passo 1: Pernas separadas a mais ou menos 1 metro de distância, pés girados para fora 45º, enraíze os 04 cantos das solas dos pés.

Passo 2: Expire descendo com quadril encaixado, ativando a musculatura anterior da coxa. Mantenha seu abdômen ativo para proteger a lombar.

Passo 3: Inspire elevando seus braços, mantendo as ativações do passo 2.


Passo 4: Expire descendo seus braços, flexionando-os em um ângulo de 90º. Mantenha se na postura de 03 a 06 respirações lentas e profundas, conscientes.


Prakriti, a mãe natureza, se manifesta como Saraswati – a deusa da sabedoria e da criatividade, Lakshmi – a deusa da abundância, beleza e saúde e Durga – a deusa transformação, força e proteção. Essa pose também é conhecida em sânscrito por Utkata Konasana – Utkata: feroz ou poderoso; Kona: ângulo; Asana: postura. O anjo feroz ou posar da Deusa.

A postura da Deusa energiza o corpo, ativa os três primeiros chakras – o básico, sacro e plexo solar - e nos conecta com a energia feminina que está ao nosso redor.

 

Benefícios físicos

- Estabiliza tornozelos, joelhos e quadris;

- Facilita o retorno venoso das pernas;

- Melhora as funções dos sistemas reprodutivo e urinário;

- Auxilia com constipação

 

Contra- indicações

- Lesões no quadril, joelho e tornozelo.


pra acompanhar o trabalho dessa deusa acesse 
instagram.com/imirabrito
as fotos das posturas são da instagram.com/msc_bruna

Eva Bacellar, ilustradora Maranhense

Eva Bacellar, ilustradora Maranhense
o ato de desenhar me acompanha desde muito tempo. sempre gostei de me expressar no papel com os símbolos que eu observava à medida que crescia e conhecia o mundo ao meu redor. durante a adolescência não risquei tanto, mas em 2013 comecei a desenhar com mais afinco e me dediquei a aprender a figura humana que sempre me despertou o olhar por ver no corpo e na face a revelação da palavra sentida, da comunicação sutil que tanto me atraia.
continuar lendo

O ato de desenhar me acompanha desde muito tempo. Sempre gostei de me expressar no papel com os símbolos que eu observava à medida que crescia e conhecia o mundo ao meu redor. Durante a adolescência não risquei tanto, mas em 2013 comecei a desenhar com mais afinco e me dediquei a aprender a figura humana que sempre me despertou o olhar por ver no corpo e na face a revelação da palavra sentida, da comunicação sutil que tanto me atraia. Em um dado momento, percebi que meu foco se direcionava para a figura da mulher, e ter estudado esse corpo, me ajudou a apreciar as diversas formas como ele se comporta e é um processo de aceitação dessa morada através do exercício do olhar.

Em seguida, veio a necessidade de desenvolver meu próprio estilo, foi quando a aquarela apareceu para mim. Antes eu usava materiais básicos como lápis de cor e grafite. Quando comecei a aquarelar, busquei outras artistas, como Agnes Cecile, minha primeira referência na aquarela, logo depois fui descobrindo outras, inclusive brasileiras e da minha idade, o que me deu um impulso na investigação desse traço que eu almejava desenvolver. Desde então fui construindo uma estética mais própria, com base nas referências que eu fui absorvendo. No começo, um pouco tímida, expressava traços mais suaves e preenchimentos mais simples. Hoje, com mais confiança, exploro mais as possibilidades da fluidez dessa tinta que carrega consigo a espontaneidade. Não saber como ela se manifestará é, para mim, sua melhor característica.

Outro aspecto que exerce forte influência sobre meu estilo, é minha relação com a natureza. Brinquei - e brinco muito até hoje - no mato e gosto de parar para observar as folhas e as flores, apreciar suas cores e formas. Essa vivência influência na maneira como construo meu trabalho. Todos esses elementos naturais preenchem o meu repertório, trazendo signos que uso para comunicar a minha ideia de que somos criaturas conectadas a natureza, seja em seu aspecto cíclico (psicológico, com nossos processos internos), seja como seres coexistentes, frutos de uma mesma origem.

Durante todos esses anos, mudei muito de estilo, testei diversas maneiras de fazer um traço e de como utilizar as cores. Para mim, a cor é muito importante e especial, pois ela vem de maneira intuitiva e vem para provocar, mexer com as emoções, carregando consigo impressões e mensagens que comunicam diretamente com nosso subconsciente. Por vezes, nem sabemos o que ela, teoricamente, quer dizer, mas desperta sempre algo dentro de nós. Esse diálogo acontece independente da nossa escolaridade ou classe social, o que acho muito democrático.






para conhecer mais o trabalho de Eva Bacellar, voa pro seu instagram que é pura inspiração
https://www.instagram.com/evabacellar

seja D E M O D Ê !

venha fazer parte de uma moda
que respeita seu corpo e a natureza,
direto do Nordeste do Brasil :)