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Eva Bacellar, ilustradora Maranhense

Eva Bacellar, ilustradora Maranhense
o ato de desenhar me acompanha desde muito tempo. sempre gostei de me expressar no papel com os símbolos que eu observava à medida que crescia e conhecia o mundo ao meu redor. durante a adolescência não risquei tanto, mas em 2013 comecei a desenhar com mais afinco e me dediquei a aprender a figura humana que sempre me despertou o olhar por ver no corpo e na face a revelação da palavra sentida, da comunicação sutil que tanto me atraia.
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O ato de desenhar me acompanha desde muito tempo. Sempre gostei de me expressar no papel com os símbolos que eu observava à medida que crescia e conhecia o mundo ao meu redor. Durante a adolescência não risquei tanto, mas em 2013 comecei a desenhar com mais afinco e me dediquei a aprender a figura humana que sempre me despertou o olhar por ver no corpo e na face a revelação da palavra sentida, da comunicação sutil que tanto me atraia. Em um dado momento, percebi que meu foco se direcionava para a figura da mulher, e ter estudado esse corpo, me ajudou a apreciar as diversas formas como ele se comporta e é um processo de aceitação dessa morada através do exercício do olhar.

Em seguida, veio a necessidade de desenvolver meu próprio estilo, foi quando a aquarela apareceu para mim. Antes eu usava materiais básicos como lápis de cor e grafite. Quando comecei a aquarelar, busquei outras artistas, como Agnes Cecile, minha primeira referência na aquarela, logo depois fui descobrindo outras, inclusive brasileiras e da minha idade, o que me deu um impulso na investigação desse traço que eu almejava desenvolver. Desde então fui construindo uma estética mais própria, com base nas referências que eu fui absorvendo. No começo, um pouco tímida, expressava traços mais suaves e preenchimentos mais simples. Hoje, com mais confiança, exploro mais as possibilidades da fluidez dessa tinta que carrega consigo a espontaneidade. Não saber como ela se manifestará é, para mim, sua melhor característica.

Outro aspecto que exerce forte influência sobre meu estilo, é minha relação com a natureza. Brinquei - e brinco muito até hoje - no mato e gosto de parar para observar as folhas e as flores, apreciar suas cores e formas. Essa vivência influência na maneira como construo meu trabalho. Todos esses elementos naturais preenchem o meu repertório, trazendo signos que uso para comunicar a minha ideia de que somos criaturas conectadas a natureza, seja em seu aspecto cíclico (psicológico, com nossos processos internos), seja como seres coexistentes, frutos de uma mesma origem.

Durante todos esses anos, mudei muito de estilo, testei diversas maneiras de fazer um traço e de como utilizar as cores. Para mim, a cor é muito importante e especial, pois ela vem de maneira intuitiva e vem para provocar, mexer com as emoções, carregando consigo impressões e mensagens que comunicam diretamente com nosso subconsciente. Por vezes, nem sabemos o que ela, teoricamente, quer dizer, mas desperta sempre algo dentro de nós. Esse diálogo acontece independente da nossa escolaridade ou classe social, o que acho muito democrático.






para conhecer mais o trabalho de Eva Bacellar, voa pro seu instagram que é pura inspiração
https://www.instagram.com/evabacellar

Plantando em casa com diversidade

Plantando em casa com diversidade
PLANTA > se existe um lugar onde nós, seres humanos, literalmente pertencemos nesse mundo, é ao solo. Isso porque nossa matéria, nossas células e nossos genes são compostos por todos os minerais encontrados na terra. essa relação, que hoje causa tanto estranhamento e dúvidas, sempre nos foi intrínseca, e um exemplo prático dessa relação é a nossa alimentação. por isso que o ditado “Você é o que você come” é a mais pura verdade.
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Se existe um lugar onde nós, seres humanos, literalmente pertencemos nesse mundo, é ao solo. Isso porque nossa matéria, nossas células e nossos genes são compostos por todos os minerais encontrados na terra. Essa relação, que hoje causa tanto estranhamento e dúvidas, sempre nos foi intrínseca, e um exemplo prático dessa relação é a nossa alimentação. Por isso que o ditado “Você é o que você come” é a mais pura verdade.

Você sabe de onde vem a sua comida? Ou como ela cresce e é cultivada? Se a resposta for sim, ótimo! Porém, dificilmente sabemos responder essa questão, por conta da complexidade de fatores que envolvem a produção alimentar das últimas décadas. Essa complexidade também envolve outros processos que nos afastou do hábito de plantar, e é por isso que hoje em dia é tão comum ouvirmos as pessoas se queixando que não sabem cultivar sequer um cacto.

Dentro desse panorama, trouxemos para vocês informações que prometem quebrar o gelo entre você e aquelas plantinhas que sempre quiseram ser cultivadas. Vamos falar aqui sobre cultivo em vasos, porque todos nós podemos ser agricultores urbanos, seja em casa, no apartamento e quem sabe até na pracinha do bairro! As plantas, assim como nós, são seres sociáveis e essa história de monocultura é muito prejudicial pro desenvolvimento saudável delas. Por isso, ao plantar precisamos sempre pensar em riqueza de relacionamentos, que aqui poderemos chamar de *alelopatia.

Algumas espécies, se plantadas juntas, favorecem o crescimento e acentuam o sabor uma da outra. Exemplo disso é o manjericão e o tomate, estes podem ser cultivados em um vaso de tamanho compatível com seu desenvolvimento. Porém, existem algumas espécies que não se desenvolvem bem ao lado de outras, como é o caso da pimenteira e da hortelã. Os motivos podem ser por suas raízes serem exigentes de espaço no solo ou por atraírem insetos predadores em comum. É importante conhecer um pouco sobre o porte da planta e também da sua necessidade de insolação, pois assim podemos compor o vaso de forma que uma espécie mais alta e que necessita de mais sol sombreie a espécie mais baixa e que necessite de menos sol. Mas não haverá erro se plantarmos espécies com a mesma exigência solar e de irrigação.
 

Por exemplo, podemos colocar no mesmo vaso algumas espécies mediterrâneas: sálvia, lavanda, alecrim e orégano, todas elas possuem características comuns de exigência de irrigação, solo e insolação e com certeza se darão muito bem compartilhando o mesmo espaço. O tagetes ou cravo-de-defunto é uma espécie muito benéfica para consorciar em vasos e canteiros com hortaliças e medicinais, já que ela afasta predadores e atrai os polinizadores. Fantástico, não? Aqui temos um exemplo de consórcio de ervas aromáticas e medicinais do mediterrâneo com o tagetes.

Além de promover a alelopatia, ao plantar em vasos é importante sempre adubar o solo, de preferência com composto caseiro, cobri-lo com alguma matéria orgânica (folhas secas, grama…) e claro, colocar muito amor e intenção, já que as plantas sentem nossa vibração e podem inclusive sentir saudades da nossa presença.


Por Caru Frota.


*Alelopatia é a capacidade ou propriedade que possuem algumas plantas de produzirem substâncias que inibem, afetam ou promovem a germinação ou o crescimento e desenvolvimento de outras plantas. Elas também atuam como repelente ou atraindo insetos benéficos, já que estes são olfativos. As culturas possuem um cheiro característico que atrai seus predadores, e está tudo bem, afinal é só um bichinho com fome na natureza. Certas ervas, plantadas junto com essas culturas, confundem o olfato do inseto e diminuem-lhe os ataques. Algumas plantas eliminam ácidos pelo seu sistema radicular, os quais inibem a multiplicação de outras plantas consideradas ervas daninhas.

pra acompanhar seu trabalho acesse instagram.com/carufrota
as fotos são de instagram.com/fmourab



 

PLANTA • o mundo que queremos

PLANTA • o mundo que queremos
PLANTA > vem com a gente encher esse mundão de plantas! por aqui vamos aprender a cuidar da terra e das plantas e também entender que todos os seres que compõem nosso canteiro trabalham juntos pra tudo poder frutificar. quem vem nos mostrar esta prática é Caru Frota que é só amor pela natureza.
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este é nosso espaço PLANTA, um lugar pra nos inspirar a colocar a mão na terra pra deixar nossa casa mais harmonizada e nos trazer essa conexão com a natureza que tanto precisamos.

e para abrir essa sessão, ela que é só amor pelas plantas: Caru Frota, arquiteta e paisagista por formação, descobriu na permacultura e na agrofloresta a forma de cooperação com a natureza. Carrega a paixão por plantas como herança de sua mãe e avó, e hoje encontrou no cultivo de medicinais e aromáticas seu propósito de vida. Um amor tanto pela natureza quanto por seu poder de cura.






seja D E M O D Ê !

venha fazer parte de uma moda
que respeita seu corpo e a natureza,
direto do Nordeste do Brasil :)