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Plantando em casa com diversidade

PLANTA

Se existe um lugar onde nós, seres humanos, literalmente pertencemos nesse mundo, é ao solo. Isso porque nossa matéria, nossas células e nossos genes são compostos por todos os minerais encontrados na terra. Essa relação, que hoje causa tanto estranhamento e dúvidas, sempre nos foi intrínseca, e um exemplo prático dessa relação é a nossa alimentação. Por isso que o ditado “Você é o que você come” é a mais pura verdade.

Você sabe de onde vem a sua comida? Ou como ela cresce e é cultivada? Se a resposta for sim, ótimo! Porém, dificilmente sabemos responder essa questão, por conta da complexidade de fatores que envolvem a produção alimentar das últimas décadas. Essa complexidade também envolve outros processos que nos afastou do hábito de plantar, e é por isso que hoje em dia é tão comum ouvirmos as pessoas se queixando que não sabem cultivar sequer um cacto.

Dentro desse panorama, trouxemos para vocês informações que prometem quebrar o gelo entre você e aquelas plantinhas que sempre quiseram ser cultivadas. Vamos falar aqui sobre cultivo em vasos, porque todos nós podemos ser agricultores urbanos, seja em casa, no apartamento e quem sabe até na pracinha do bairro! As plantas, assim como nós, são seres sociáveis e essa história de monocultura é muito prejudicial pro desenvolvimento saudável delas. Por isso, ao plantar precisamos sempre pensar em riqueza de relacionamentos, que aqui poderemos chamar de *alelopatia.

Algumas espécies, se plantadas juntas, favorecem o crescimento e acentuam o sabor uma da outra. Exemplo disso é o manjericão e o tomate, estes podem ser cultivados em um vaso de tamanho compatível com seu desenvolvimento. Porém, existem algumas espécies que não se desenvolvem bem ao lado de outras, como é o caso da pimenteira e da hortelã. Os motivos podem ser por suas raízes serem exigentes de espaço no solo ou por atraírem insetos predadores em comum. É importante conhecer um pouco sobre o porte da planta e também da sua necessidade de insolação, pois assim podemos compor o vaso de forma que uma espécie mais alta e que necessita de mais sol sombreie a espécie mais baixa e que necessite de menos sol. Mas não haverá erro se plantarmos espécies com a mesma exigência solar e de irrigação.
 

Por exemplo, podemos colocar no mesmo vaso algumas espécies mediterrâneas: sálvia, lavanda, alecrim e orégano, todas elas possuem características comuns de exigência de irrigação, solo e insolação e com certeza se darão muito bem compartilhando o mesmo espaço. O tagetes ou cravo-de-defunto é uma espécie muito benéfica para consorciar em vasos e canteiros com hortaliças e medicinais, já que ela afasta predadores e atrai os polinizadores. Fantástico, não? Aqui temos um exemplo de consórcio de ervas aromáticas e medicinais do mediterrâneo com o tagetes.

Além de promover a alelopatia, ao plantar em vasos é importante sempre adubar o solo, de preferência com composto caseiro, cobri-lo com alguma matéria orgânica (folhas secas, grama…) e claro, colocar muito amor e intenção, já que as plantas sentem nossa vibração e podem inclusive sentir saudades da nossa presença.


Por Caru Frota.


*Alelopatia é a capacidade ou propriedade que possuem algumas plantas de produzirem substâncias que inibem, afetam ou promovem a germinação ou o crescimento e desenvolvimento de outras plantas. Elas também atuam como repelente ou atraindo insetos benéficos, já que estes são olfativos. As culturas possuem um cheiro característico que atrai seus predadores, e está tudo bem, afinal é só um bichinho com fome na natureza. Certas ervas, plantadas junto com essas culturas, confundem o olfato do inseto e diminuem-lhe os ataques. Algumas plantas eliminam ácidos pelo seu sistema radicular, os quais inibem a multiplicação de outras plantas consideradas ervas daninhas.

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